Membros do grupo:
  1. Márcio Oliveira Marques, N.º 49072



Obras de narrativa hipertextual escolhidas para o análise (com link)
  1. 10:01 - Texto de Lance Olsen e Site de Tim Guthrie - http://lanceolsen.com/1001
  2. Tristessa de Marco Antonio Pajola - http://quattro.com.br/tristessa/
  3. The Company Therapist, vários autores - http://www.thetherapist.com/

Análise:

a) Do ponto de vista do leitor
  1. O leitor tem a facilidade de começar a obra de diferentes formas, pois as narrativas hipertextuais têm essa funcionalidade facilitada para os leitores. Maioria dos textos, se não todos, que se encontram escritos nos links presentes na actividade prática são complexos, e, na minha opinião,acho que se torna mais dificultado, mas, também, mais interessante da forma que estas narrativas estão expostas. A narrativa Tristessa encontra-se bastante organizada e é incrível como o autor coloca atalhos para com os nomes das personagens, disponibilizando uma pequena biografia e a interligação com o tema da obra. Já as narrativas 10:01 e The Compnay Therapist são muito mais inovadoras, apesar destas terem um "perfil" mais desorientado, mas penso que é isso que as torna tão irreverentes.
  2. Como é visto no site da D@m@ de Espadas (que infelizmente não se pôde explorar derivado aproblemas informáticos) contém um labirinto que dá a possibilidade ao leitor de escolher o seu próprio caminho. Noutros sites escolhidos como no The Company Therapist e 10:01 têm também essa facilidade de oferecer vários caminhos através dos comonados apresentados no site, como no 10:01 pode-se ler pelos capítulos de personagens, ler pelas personagens, somente, ou ler normalmente a narrativa.
  3. Sim. Na narrativa Tristessa é oferido ao leitor vários comandos dos temas pertinentes da página, que dá oportunidade ao leitor de escolher. Na páginada internet, 10:01 temos instruções essenciais que ajudam o leitor a organizar-se e a saber mais sobre as personagens da narrativa em questão. Já na narrativa hipertextaul The Company Therapist oferece vários comandos de ajuda e de organização ao leitor, dando a oportunidade de conhecer as histórias dos pacientes, a página inicial, o backstage, entre muitos outros.
  4. Após a pesquisa penso que o texto não pode ser editado, nem modificado, dado que estes contém direitos de autor. Quanto às anotações, essa possibilidade só encontrei na narrativa hipertextual The Company Therapist, nas outras narrativas, procurei e analisei e não encontrei nenhum comando que oferecesse esse tipo de interactividade.
  5. O leitor não tem essa possibilidade nos textos 10:01 e na Tristessa, mas nas narrativas hipertextuais encontramos a possibilidade de criar uma personagem no The Company Therapist.


b) Do ponto de vista do autor
  1. Sim, essa informação encontra-se disponível na ficha técnica (The Company Therapist) ou na informação inicial no site (Tristessa e 10:01).
  2. No exemplo de 10:01, o autor dos textos (Lance Olsen) é individual, mas trabalha na narrativa hipertextual com o designer do site (Tim Guthrie).Na narrativa Tristessa o autor (aparentemente) parece o autor dos textos e do site, logo trabalha individualmente. No último caso, The Company Therapist, os autores são diversos e variáveis, contando mais de 20 autores.
  3. No exemplo, do The Company Therapist, encontramos essa possibilidade de saber mais sobre o autor e oportunidade de o contactar.


c) Do ponto de vista do texto
  1. Tristessa encontra-se em português, já as narrativas como 10:01 e The Company Therapist encontram-se na língua inglesa.
  2. As hiperligações presente nas narrativas em questão são dinâmicas na medida em que ajudam a daruma visão e outro prisma do texto expostos nestes sites. Enquanto as hiperligações presentes nas narrativas como o 10:01 e The Company Therapist oferecem-nos um cenário mais melodramático e seduzem através da imagens presentes. Já a Tristessa tem um cenário mais noir e profundo, algo que envolve a narrativa com o leitor.
  3. Em parte das narrativas hipertextuais encontra-se essa narrativa coerente, para além de achar que na narrativa The Company Therapist não é tão visível essa presença.
  4. Os estilos presentes nas narrativas hipertextuais presentes são o narrativo literário (romance/conto) nos sites 10:01 e The Company Therapist, já a Tristessa é mais um género literário baseado no reflexo e na filosofia.


d) Do ponto de vista do aproveitamento das possibilidades técnicas
  1. Os elementos presentes nas narrativas hipertextuais, para além da "ilustração" é a sua interactividade para com o leitor, nome dos autores e as suas respectivas informações de contacto.
  2. Eu penso que sim, pois dão uma visão sobre o texto e uma actividade sobre o leitor que, na minha opinião, nunca poderíamos utilizar num livro.
  3. Nas narrativas que aqui apresentei não tive qualquer problema técnico, mas quanto a uma que tentei investigar D@m@s de Espadas, tive dificuldade em termos de usufruir das actividades interactivas.
  4. Penso que não, derivado ao sentido em que estão expostos os texto e, como é no caso de The Company Therapist, existe uma grande actividade interactiva que ajuda a coordenar os textos.


e) Avaliação final
  1. Não só consegue como também conquista o leitor com este tipo de literatura hipertextual. O site está tão bem construído que até os leitores mais preguiçosos se apaixonam por esta forma de ler.
  2. A minha opinião como leitor é que eu ao apreciar este tipo de literatura moderna acho que consege me apaixonar pelo designer e pela exposição de texto. A parte interactiva do site dá um certo gosto à literatura. Não só é uma literatura atractiva como conquista.
  3. Acho que a obra em si consegue, sem dúvida alguma, ser literário porque está exposto com um início, um desenvolvimento e uma conclusão, mesmo que nós queiramos ir por outros caminhos as conclusões serão sempre as mesmas. Existe uma história para ser contada...existe uma obra literária para ser explorada.
  4. Estas narrativas hipertextuais conseguem tornar as narrativas mais rica, não afastando do texto. Pelo contrário, acho que todos elementos em questão conseguem que o leitor se aproxime ainda mais do texto. Gostei mesmo muito deste tipo de actividade literária e penso que será uma mais valia para o meu dia-a-dia e para investigações laborais.